
O Sr. responsável pelo Blogue polvorosa, enveredou por caminhos que obviamente não conhece, não domina e que o expõem ao ridículo, apenas porque não poderia responder à ÚNICA questão que era colocada por mim no Post que fiz, referente à falta de coerência deste senhor, comparando o que dizia em 2008 e o que fez agora na votação em assembleia municipal, onde é eleito.
Dispara uma magna pergunta : Porque avançou a Câmara com estes pedidos de empréstimo se não utilizou o dinheiro? Resposta : Porque podia! Estes e outros.
Estava em vigor na altura uma "coisita" que se chamava Rateio e que permitia que municípios com fraco endividamento, como Viana do Alentejo, pudessem ter acesso a empréstimos bancários enquanto outros, a maioria, porque já estavam endividados, não tinham acesso a mais dinheiro.
A Câmara de Viana avançou porque podia avançar e, ainda que tal dinheiro não fosse necessário, não havia problema nenhum.
Se não fosse usado, como veio a acontecer, não se ficava a dever nem tinha qualquer custo.
Parece básico não é? E é mesmo básico.
Moral da história. Quando algumas pessoas andavam a dizer que a Câmara estava endividada e a esgotar a sua capacidade de endividamento, era mentira. Os empréstimos autorizados e não utilizados demonstram isso mesmo.
O Sr. tece depois um conjunto de reflexões sem nexo nem fiabilidade no que toca a financiamentos comunitários e afirma que quando se avançou para a obra já se sabia que não havia fundos comunitários.
Sabíamos isso desde há vários anos quando a Câmara se candidatou pela primeira vez e o projecto não foi aprovado.
Nessa altura foi afirmado que iriam ser criadas condições para avançar com recursos próprios mas que a obra iria ser construída.
E foi!
Entre um tempo e outro o PS e o PSD apenas diziam que "está em programa eleitoral mas nunca mais se faz".
Provavelmente nesta altura o Sr. do polvorosa ainda não sabia onde era o Concelho de Viana do Alentejo.
Foi feito exactamente como se disse.
Avançou-se para a obra apenas com recursos próprios e sem nunca se perder a esperança de, mais à frente no processo, se poder voltar a tentar uma candidatura aos fundos comunitários.
Por uma grande incompetência governamental na gestão dos fundos do QREN, existe hoje uma desesperada necessidade de justificar despesa executada.
A grande ironia de tudo isto é que, provavelmente no curto prazo, a piscina vai mesmo ser financiada, como sempre pensámos que poderia vir a ser.
Mas se isso acontecer o Sr. Polvorosa vai dizer que é fruto da capacidade da gestão actual, e vai ignorar uma parte dos factos: A piscina está mesmo construída, apesar da vontade de muitos que tal não tivesse acontecido.
Por fim, falar das piscinas cobertas e do pavilhão de Aguiar, de quem não tem nem nunca teve a menor ideia de os construir, até lhe fica mal.
Só quero clarificar mais uma coisa.
Não há impedimento de recorrer ao crédito bancário para co-financiar projectos que estejam aprovados com fundos comunitários.
Os projectos aprovados até final deste ano de 2010 terão um financiamento comunitário de 80%.
Contínua em vigor uma regra comunitária que todos os promotores, nomeadamente as autarquias terão que garantir no mínimo 10% de cada projecto.
Significa isto que os empréstimos bancários podem ser no máximo de 10% para cada projecto.
Estamos entendidos? Parece fácil fazer as contas.
O atraso de alguns projectos e obras que deveriam ter acontecido e não aconteceram no mandato anterior, foi devidamente explicado em tempo.
A explicação não deve ter sido feita de forma competente e isso terá tido também a sua parte de responsabilidade na derrota Autárquica em Outubro.
Mas isso passou. Ficou lá atrás.
Quem ganhou ganhou e deve governar. Quem perdeu perdeu e deve dar os seus pontos de vista, sabendo que a decisão não lhe cabe a si.
Mas tem direito aos seus pontos de vista, quer o Sr.Polvorosa queira quer não!
Post Sriptum: Nem no texto anterior nem neste que agora edito, emiti qualquer opinião sobre a opção do executivo de retomar este processo de empréstimos. É legítima e apenas aos eleitos compete tomar tal decisão.
Apontei e aponto as faltas de coerência de certas personagens, que não hesitam em recorrer à falta de verdade para sustentarem a suas posições insustentáveis.