
Tenho que concluir que com as eleições autárquicas de 2009, a blogosfera local perdeu qualidade e pluralidade.
Comparando a blogosfera pré autárquicas com a atual, faltam hoje opiniões sempre muito apetecidas e muito consideradas, todas elas ligadas ao Partido Socialista.
Pelo PS apenas temos a escrever o Sr. Antunes com o seu Polvorosa.
O Sr. Morais vai dizendo que sim que (ainda) é, apenas porque não consegue (ainda) reconhecer que andamos devagar e devagarinho e que afinal a montanha pariu um rato.
Em paralelo, vai "namorando" o Costa da Silva e jura a pés juntos que o Sócrates é que não.
O Independentíssimo Sr. Rocha não dá notícias da sua terra nem da dos outros e de repente, até um petardo de foguete passou a ser um fogo-de-artifício não criticável.
O Alcáçovas silencia-se a si mesmo e enquanto o Sr. Borges se levantar mais cedo que os outros, bem pode o Sr. Correia tentar "manter acesa a chama" que não vai conseguir.
O resto não existe!
O omnipresente José Luís Pacheco, o saudoso Manuel Baião e outros artistas, agentes de autoridade, fotógrafos, e tantos e tantos outros que tanta capacidade escrita demonstraram antes das eleições, há mais de um ano que não escrevem.
Desde que Lamarck postulou a lei do uso e do desuso, tornou inevitável que quando estamos muito tempo sem fazer algo, podemos sentir retrocessos quando o voltarmos a fazer.
Vai ser uma pena que tais escribas, quando tornarem a fazer uso de tão prestimosas capacidades que no passado demonstraram, tenham que recorrer a um qualquer corretor ortográfico, de tão desabituadinhos que estão!
Claro que temos outra possibilidade que é a dessas e de outras pessoas continuarem a escrever mas agora sob a capa do anonimato.
Esta possibilidade é deveras perturbadora tendo em conta que o recurso ao anonimato nos Blogues durante o anterior mandato era justificado com o medo de represálias dos eleitos comunistas na Câmara que tudo controlavam e que mandavam para o exílio, na Sibéria ou em Guantanamo ou não sei para onde, quem escrevesse contra si.
Então e hoje, alcançada que foi a democracia no Concelho de Viana nessa "noite libertadora de 25 de Abril em Outubro", como se entenderá que o recurso ao anonimato seja uma realidade?
Se calhar entende-se muito bem, por mais que os "anónimos" possam pensar que não.
Peço humildemente desculpa a todos os que não citei neste texto e que sei que nunca se esquecem de mim, por não terem aqui uma referência explícita, mas limitei-me a pensar nos mais aguerridos, naqueles que tornaram o seu principal objetivo dizer mal de mim, tivessem ou não razão para isso.
Hoje, não sei que opiniões têm sequer sobre o estado do tempo, quanto mais em relação a alguma coisa que tenha interesse!
Mas isso devo ser eu que estou mal informado...





