Algumas horas a fumar (muitos) cigarros, (era outro tempo), e a esperar.
A entrada apressada (a correr), do médico e eu a correr atrás dele, (qualquer um de nós com mais de 100 kg), deram um espetáculo no corredor que imagino não seja visto com muita frequência
Uns (bons) minutos de trabalho árduo da mãe e do médico e pronto, eis que uma nova vida chegava aos nossos olhos.
A contagem apressada dos dedos das mãos e dos pés, olhar os olhos, ver todas as formas possíveis e imaginárias em busca de qualquer imperfeição que se deseja ardentemente não encontrar.
Respirar de alívio, Parece estar tudo bem!
Será parecida com quem? Isso agora não interessa nada!
Uma felicidade imensa que nos enche a alma e passamos a uma nova condição: agora sou pai!
E a vida continua, com mais ou menos atenção, mais ou menos dedicação, mais ou menos tempo.
A vida não para, não espera por ninguém!
Há tempo que perdemos e nunca mais poderemos recuperar!
Mas também há tempo para ter tempo e então a vida ganha outra cor, outra dimensão!
Quando vamos ao essencial das coisas, conseguimos (re)centrar-nos e ficamos mais disponíveis para o que realmente importa.
Independentemente das coisas de gente crescida que com maior ou menor habilidade temos que saber resolver, tenho uma gratidão infinita por esta benesse que tive/tenho e que pretendo preservar e ampliar até que os meus dias por cá cheguem ao fim.
As palavras certas devem ser usadas nos momentos certos e não devemos ter receio de as usar.
Um beijo grande meu amor, obrigado pela tua vinda!
Parabéns!